A IMORALIDADE DA ALMA

Há 2 semanas fui com amigos assistir uma peça supercomentada que está em cartaz aqui em Sampa há eras, chamada 'A Alma Imoral'. É um monólogo com a atriz Clarice Niskier, baseado no livro homônimo do rabino Nilton Bonder, e está em cartaz há cerca de 3 anos - no ano de 2007 recebeu o Prêmio Shell de Melhor Atriz.

Putz, só de falar em 'monólogo' muita gente já se arrepia inteiro... e tem mais: ela faz a peça inteira, que dura pouco mais de 1 hora, nua em pelo. Ou quase: há apenas 1 pano negro que vez ou outra ela enrola no corpo e ao longo do tempo vai mudando as amarrações e transformando em vestidos variados.

Confesso: isso é apenas um detalhe na peça.

O texto, extremamente bem escrito e apresentado, toca em absolutamente cada pessoa que está ali naquela sala, pois aborda questões universais e brinca o tempo inteiro com dualidades: certo e errado, justo e correto, traição e tradição. São muitos conceitos e às vezes a gente gostaria de ter mais tempo pra pensar sobre eles. Mas tem um lance interessante: desde o início ela já avisa que num dado momento (aquele em que ela bebe um copo d'água) ela pára o texto e os espectadores podem pedir que ela repita qualquer trecho... assim, dá mais tempo pra ficarmos confusos... ou não.

Apesar das frases de efeito atordoantes, a peça transcorre com suavidade, graças ao trabalho excelente de Clarice. E há muitos momentos engraçados também.

Não vou negar que comprei o livro pra tentar aproveitar melhor a coisa...

Pra quem quiser assistir, está no Teatro da Livraria Cultura, no Conjunto Nacional, às segundas e terças, 21hs. Deveria encerrar temporada agora, mas vai continuar por pelo menos mais 1 mês.

Ah, as sessões lotam, mesmo as cadeiras extras colocadas na lateral. E o teatro é bem pequeno, então de qualquer lugar se consegue ver bem.

Fui!!!

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