EMPURRANDO AS MARGARIDAS

Ando pensando em fazer algumas mudanças 'internéticas' em minha vida. Na verdade elas começam com um upgrade de velocidade na banda larga, pois até hoje eu sobrevivi (muito bem, verdade...) com um Speedy condomínio de 1 Mega. Muito bem. Liguei para a Telefônica pra ver isso há alguns minutos e descobri duas coisas:

1) O máximo de velocidade que eu consigo em função do cabeamento da minha região é 4 Mega - uma surpresa desagradável, pois eu estava propenso a fazer um esforcinho a mais pra conseguir pagar a conexão de 8 Mega. Obviamente nem apurei sobre a de 30 Mega - primeiro por causa do preço abusivo ainda e segundo porque se nem a de 8 chegou, realize...

2) Eu estava pagando R$ 97,70 por estes míseros 1 Mega e passarei a pagar R$ 99,40 pelos 4 Mega... ou seja, por 2 reais a mais eu quadruplico minha velocidade nominal!!! (PS: me senti roubado por estar pagando quase o mesmo pelo quarto da velocidade...)

Em breve então eu estarei nesse mundo maravilhoso da conexão (mais) rápida!!!!


Bom, mas afinal de contas o que isso tem a ver com o título estranho desse post? Definitivamente nada.

É que eu decidi fazer uma série de posts (aliás, acho que é a primeira vez que assumo um 'tema fixo' por um tempo) sobre as séries da TV (a cabo, basicamente) que eu tenho visto.

O que me levou a essa idéia? O fato de que tenho estado fascinado pela maneira como algumas dessas séries são capazes de nos prender... lembro-me claramente que minha 'primeira vez' foi com Dawson's Creek. Fiquei tão envolvido com todos aqueles dramas teenagers que (certamente não fui o único) cheguei a sofrer quando a série terminou!!! 'Como assim eu não vou mais poder saber o que aconteceu com todos eles???', 'Como assim o Dawson não ficou com a Joey????'

Em verdade o grande mérito me parece estar no trabalho dos roteiristas, que criam personagens com os quais nos identificamos. Tenho um amigo, é engraçado, que chegava a trazer os personagens do Dawson's Creek à vida, identificando-os com os personagens. Ele mesmo dizia que a Joey era seu alter-ego, enquanto um outro era o Dawson e assim por diante.

Sério, acho fascinante você conseguir criar um personagem com quem as pessoas conseguem estabelecer um vínculo. Sempre vai haver alguém com quem se identificar. Até com os vilões. O caso clássico e mais recente é o de 'Dexter', seriado cujo personagem central é um serial killer que trabalha na polícia de Miami (mas eu vou deixar pra comentar mais sobre ele num post próprio).

Hoje quero falar um pouco sobre um que eu descobri este ano e devorei com ganas:

PUSHING DAISIES

  

O seriado foi criado por Bryan Fuller (de 'Dead Like Me' e 'Heroes') e em sua primeira temporada foi indicado a 12 Emmys, tendo levado 3: Melhor Música, Melhor Edição e Melhor Direção de Série de Comédia. Mesmo sem nenhum grande ator no elenco, consegue ser absolutamente adorável.

A história é narrada em terceira pessoa por alguém que sempre precisa os fatos em 'horas, dias e segundos'. A trilha sonora incidental é mesmo muito agradável, o visual meio anos 60 e o colorido vivo (como pode ser visto nas fotos) são dois grandes atrativos. Espero ansiosamente cada semana pelo novo episódio!

Conta a história de Ned, o fazedor de tortas. Quando criança, ele descobre que consegue trazer um morto (qualquer espécie de ser vivo) à vida com um toque - mas ele deve tocá-lo novamente dentro de 1 minuto para que ele volte a morrer, ou outro ser vivo nas redondezas tem que morrer em seu lugar. Ainda que ele opte por deixar aquele ser vivo, nunca mais poderá tocá-lo novamente - caso contrário ele morre e não pode mais ser revivido. Um belo dia o detetive Emerson Cod presencia acidentalmente Ned 'revivendo' algo e faz um acordo com ele: ambos trabalhariam juntos resolvendo casos sob encomenda, como detetives particulares, pois Ned poderia reviver um morto e perguntar-lhe diretamente quem o matou. Acontece que um belo dia um desses mortos é Chuck (Charlotte), antiga paixão de infância de Ned, e ele não consegue enviá-la de volta para a morte. Com isso, Chuck passa a viver com Ned (escondida de sua família, pois todos acham que ela morreu e não podem mais reencontrá-la) e ajudá-lo no 'Pie Hole', sua loja de tortas - junto com a hilária garçonete Olive, que é platonicamente apaixonada por seu chefe. Ned e Chuck formam um casal de apaixonados que nunca pode consumar fisicamente sua história (ainda que ocasionalmente encontre 'subterfúgios' para alguns 'amassos', se é que se pode chamar assim), sob risco de Chuck morrer. Não chega a ser platônico, mas também não chega a uma finalização... ficamos sempre esperando que algo aconteça pra mudar isso.

Uma coisa muito interessante é que em todos os episódios existe um crime a ser desvendado, mas tudo é tão leve e bem humorado (quando os mortos são revividos por Ned, por exemplo, é sempre muito divertido) que nunca é tenso ou dramático.

Basicamente é isso. Recomendo a experiência!

Fui!!! 

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