Achei bárbaro esse artigo da neurocientista Suzana Herculano-Houzel explicando porque, apesar de sabermos claramente que 'matar é errado', ao assistirmos o Batman, torcemos pra que ele acabe com o Coringa... aqui. Claro que a explicação serve pra diversas outras situações de nossa vida...
Fui!!!
Não, não é nada disso. Não andei me apaixonando por aí.
É que ontem fui assistir a um espetáculo de tango realmente interessante... o grupo argentino 'No Bailarás' apresentou o espetáculo 'Grotesca Pasión Transnochada', no sempre fabuloso de se ir Teatro Municipal. Casa lotada. Não havia um só assento livre. Afinal de contas, se tem tanto brasileiro indo ver o tango em Buenos Aires, porque não aqui? (PS: conversando com o vendedor de uma loja legal da Av. Santa Fé, chamada 'Tribo de Jah', ele nos contou que provavelmente 70% dos visitantes brasileiros alucinados em compras pela capital portenha são paulistas...)
Confesso que fui pego de surpresa pelo espetáculo. Sei lá, tudo o que vi até hoje de tango sempre teve uma aura muito intensa, apaixonada, quase dramática... sabe aquela coisa de dançar fazendo cara de 'next latin lover', de cenho franzido e tudo... pelo nome do show já se podia esperar isso. E as fotos promocionais não desmentem...

Eles conseguiram mostrar um lado diferente da coisa... e olha que o nome do show nos levava a crer que seria exatamente como eu imaginava.
O grupo é composto por 3 casais de dançarinos (esses aí da foto) e uma banda com cinco componentes - um pianista, um violonista, um violinista, uma bandoneonista e uma contra-baixista - portanto os números musicais são todos ao vivo. As apresentações são como esquetes e todas têm uma temática voltada para a discussão das possibilidades e dinâmicas das relações. Das mais simples (um casal) às mais bizarras (thresomes, foursomes, swings etc), passando por um homem dançando tango com um cadáver (fabuloso, por sinal). O ponto alto do espetáculo fica por conta da cena de nudez ilustrada na foto, e que eles executam de maneira brilhante, absolutamente inusitada.
Em alguns momentos eles são lúdicos, em outros líricos. Existem alguns momentos em que os bailarinos estão se trocando no camarim montado dos lados do palco e só a banda brilha. A última esquete é uma delícia, superbem-humorada. E o bis é um remake desta última esquete, com algumas variações mais engraçadas ainda.
É dança, quase teatro, show musical e nos faz rir. Uma delícia de noite!!!!
Fui!!!
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